Início Ação Pacientes do CAPS concluem projeto “Entre Fios e Fogões”

Pacientes do CAPS concluem projeto “Entre Fios e Fogões”

por Douglas Spada

Secretarias de Cultura e Saúde promoveram oficinas de bordado e culinária como estratégia terapêutica e de inclusão

Uma parceria entre as secretarias de Saúde e de Valorização da Cultura colocou a arte e a culinária em prol da saúde mental. Esse foi o objetivo do projeto “Entre Fios e Fogões”, que promoveu oficinas de bordado (Fios) e de cozinha (Fogões) junto a 23 pacientes atendidos no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Após um mês de aprendizado, a formatura foi realizada na Câmara Municipal.

“É importantíssimo porque eles estão sendo inseridos na sociedade e aprendendo uma atividade que poderão utilizar por toda a vida”, ressaltou Solange Di Sicco, psicóloga coordenadora do CAPS. “É um público que não tem muita voz, mas que nesta gestão do prefeito Caê, a saúde mental está sendo atendida de uma forma mais humanizada. Pode parecer pouco para nós, mas para eles representa muito”, afirmou.

A iniciativa foi viabilizada com recursos do Ministério da Cultura por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). “40 projetos foram contemplados e todos os aprovados tinham que dar uma contrapartida à cidade. O pessoal do Fios e Fogões ofereceu esse trabalho com o CAPS, explicou Tânia Cunha, secretária de Valorização da Cultura.

O projeto

Na oficina de “Fios”, os alunos aprenderam técnicas básicas de bordado, como o manejo de linhas e agulhas e a execução dos pontos usados na costura. As aulas ministradas pela artesã Letícia de Paula estimularam a coordenação motora e a parte cognitiva dos participantes. A aluna Mariana Abrasão foi uma das formandas e achou o curso maravilhoso. “A gente aprendeu ponto pirulito, ponto haste, e eu gostei muito”, disse sorridente.

Arteterapia também na oficina de “Fogões”, que apresentou aos alunos a riqueza da culinária regional. Eles aprenderam boas práticas de higiene, manuseio de utensílios e também prepararam seis receitas tradicionais, mas com um toque de modernidade. “Apliquei alguns ingredientes que não são usuais para o jordanense. O pastel caipira, por exemplo, fizemos com recheio de shitake”, revelou a chef Ligia Moreira, que ministrou a oficina.

Ezequiel Sena da Silva concluiu a oficina de culinária e pegou seu certificado feliz por ter aprendido a cozinhar. “Só sabia fazer arroz e agora aprendi a usar pinhão”, disse. Para a chef Lígia, trabalhar com os pacientes do CAPS foi uma experiência fantástica. “Eles trabalharam muito bem, já estou com saudade e espero poder repetir essas oficinas”.

Foto: Luiz Godoy

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