O município de Mogi das Cruzes, uma das maiores cidades do Alto Tietê vem se consolidando em uma das áreas mais problemáticas e existentes do país, o da saúde. Com visão amplamente focada, a prefeita Mara Bertaiolli (PL), e o vice-prefeito Marcelo Cusatis, o Téo, juntos se uniram a um projeto audacioso com a inauguração, provavelmente até o final do mês de março, da Maternidade Municipal e dos hospitais da Mulher e da Criança.
A reportagem do Jornal Impresso Brasil (JIB), entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura mogiana para saber de alguns detalhes deste importante aceno feito pelas autoridades competentes (Mara e Téo), durante um vídeo mostrando a Maternidade ao lado do Hospital Municipal de Braz Cubas.
Segundo a prefeitura, ainda neste mês poderá ocorrer a inauguração do aparelho. “A previsão é de que a Maternidade Municipal de Mogi das Cruzes seja inaugurada até o fim de março de 2026”. A reportagem ainda questionou se a empresa vencedora irá também administrar os hospitais da Mulher e da Criança. “O Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz venceu o chamamento público para gerir a Maternidade Municipal e Hospital da Mulher e da Criança de Mogi das Cruzes”, confirmou.
A respeito do contrato, a prefeitura informou que serão quase 245 milhões para o período de três anos. “O valor global estimado é de R$ 244.770.210,09 para o período de 36 meses, conforme publicado no Diário Oficial do Município”. Com relação ao início dos trabalhos foi informado de que o contrato será assinado nesta semana. “Na quinta-feira passada (05/03) foi realizada a primeira reunião de alinhamento entre o Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz (vencedor da licitação) e a Prefeitura de Mogi das Cruzes”, relatou.
Como nos últimos anos vem se tornando comum, os debates sobre atendimentos na Santa Casa de Mogi, tendo em vista que a instituição realiza o serviço para todas as pessoas, independente da cidade onde mora, mesmo recebendo parte dos valores repassado para a instituição dos cofres públicos de Mogi, por este motivo, questionamos se a nova maternidade também terá o serviço para pacientes de outras cidades. “A Maternidade foi construída com recursos próprios do município de Mogi das Cruzes para ampliar e qualificar o atendimento obstétrico e materno-infantil, oferecendo estrutura moderna, equipe multiprofissional e um cuidado humanizado às gestantes, mulheres e crianças. Por fazer parte do Sistema Único de Saúde (SUS), o hospital também seguirá a organização regional da rede de atendimento, respeitando a regionalização e as pactuações definidas pelo Governo do Estado de São Paulo para a assistência materno-infantil, garantindo acolhimento e cuidado para as pacientes de Mogi e região”, afirmou.
A respeito dos valores se irão continuar sendo repassados para a Santa Casa, mesmo depois da inauguração e do funcionamento da Maternidade mogiana, a prefeitura relatou que a instituição de Mogi das Cruzes permanece prestando regularmente todos os serviços. “Atualmente pactuados com o Município e com a rede regionalizada, não havendo qualquer descontinuidade ou prejuízo assistencial à população”, esclareceu. Lembrando que o gasto com a Santa Casa é apenas o repasse dos valores dos governos estadual e federal.
Sobre a capacidade de atendimento e leitos, a Maternidade Municipal deva atender cerca de 400 partos por mês, aproximadamente com dois mil atendimentos obstétricos de urgência mensais e consultas especializadas e cirurgias ginecológicas e pediátricas.
De forma concomitante, a administração municipal solicitou à instituição a apresentação de novo plano de trabalho, considerando o cenário prospectivo em que a Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança esteja estruturada para absorver integralmente a demanda obstétrica de Mogi e região. “A medida integra o planejamento estratégico da rede materno-infantil, com vistas à reorganização da linha de cuidado e à qualificação da oferta assistencial. Nesse contexto, a diretriz é que a Santa Casa possa, oportunamente, redirecionar e ampliar sua atuação em áreas assistenciais prioritárias para o sistema municipal de saúde. Esclarece-se que não há data definida para eventual transição dos serviços atualmente executados pela Santa Casa. Qualquer readequação será precedida de planejamento técnico-operacional, avaliação de capacidade instalada, garantia de retaguarda assistencial e ampla comunicação à população, assegurando continuidade, segurança e qualidade no atendimento”, informou.
Com relação à data correta para a inauguração, a prefeitura disse que será agendada. A expectativa é que estejam presentes várias autoridades, entre eles: vereadores, secretários, políticos, deputados e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) que deve receber das mãos da prefeita Mara outra demanda de pedidos para fortalecer ainda mais o sistema de Saúde.
O Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz (Ishaoc), Organização Social de Saúde (OSS) vencedora do chamamento público (nº 010/2025) para implantação, gerenciamento e operacionalização da Maternidade Municipal de Mogi das Cruzes, construída pela Prefeitura para ampliar e qualificar o atendimento à saúde da mulher e do recém-nascido na cidade, é um dos 105 melhores hospitais do mundo e o terceiro melhor do Brasil, de acordo com o ranking World’s Best Hospitals 2026, divulgado pela revista norte-americana Newsweek, em parceria com a empresa global de pesquisa Statista, na semana passada. “Estamos muito felizes por ter sido o Instituto Hospital Alemão Oswaldo Cruz o vencedor do chamamento, porque sabemos da capacidade técnica de vocês e o nosso objetivo é oferecer a todas as pessoas de Mogi, seja de quais forem os bairros, um atendimento digno, de alta qualidade, acolhedor e eficiente”, disse Cusatis.
Histórico
O prédio da Maternidade foi concluído em 2022 e ficou parado (sem funcionamento) até janeiro de 2025, quando Mara assumiu a Prefeitura e iniciou uma grande articulação política e financeira com os governos estadual e federal para viabilizar a operação. Por conta do período em que o edifício ficou fechado e sem uso, há manutenções a serem feitas, tanto por parte da construtora como da Prefeitura.

