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André do Prado faz história se tornando o primeiro Senador eleito pelo Alto Tietê

por Douglas Spada

André do Prado (PL) fez história nas eleições deste domingo ao ser eleito senador por São Paulo e se tornar o primeiro senador eleito pela força política do Alto Tietê. Presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o parlamentar integrou a chapa apoiada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e garantiu uma das duas cadeiras em disputa no Estado.

O resultado foi confirmado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) às 19h30. Com 99,99% das urnas apuradas, André do Prado recebeu 12.701.161 votos, o equivalente a 29,28% dos votos válidos, ficando na segunda colocação. Guilherme Derrite (PP) terminou em primeiro, com 13.271.916 votos (30,59%).

A vitória de Prado tem peso ainda maior para o Alto Tietê, região onde construiu sua trajetória política e consolidou uma das principais bases eleitorais de sua carreira. A chegada ao Senado representa também a conquista de um espaço inédito para a região na política nacional, ampliando a representação do Alto Tietê no cenário federal.

A disputa pelas duas vagas paulistas foi uma das mais acirradas da eleição. André do Prado e Derrite enfrentaram as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que integraram o campo político ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ex-ministro Fernando Haddad (PT).

Durante a campanha, Prado defendeu a formação de uma bancada alinhada ao campo conservador e crítica ao governo federal. Ao lado de Derrite, recebeu o apoio de Tarcísio e de lideranças nacionais do PL, estratégia que buscou consolidar o voto da direita em São Paulo.

As pesquisas de intenção de voto mostraram durante meses uma disputa aberta. Nos levantamentos da Quaest encomendados pela Globo, Derrite liderou quatro das cinco pesquisas, enquanto Marina Silva apareceu na primeira colocação em um dos levantamentos. No Datafolha, Marina liderou três das quatro pesquisas, e Derrite assumiu a liderança apenas no levantamento divulgado na véspera da eleição.

Além da polarização entre direita e esquerda, André do Prado enfrentou uma disputa dentro do próprio campo conservador. O ex-ministro Ricardo Salles (Novo) lançou uma candidatura independente e direcionou parte de seus ataques ao presidente da Alesp.

 

Salles acusava Prado de representar o chamado “Centrão” e questionava sua identificação com a direita. Os ataques chegaram à Justiça Eleitoral. Em agosto, o TRE-SP condenou Salles ao pagamento de multa de R$ 10 mil por propaganda eleitoral antecipada e conteúdo depreciativo contra Prado. No mês seguinte, a corte determinou a retirada de vídeos e aplicou nova multa, de R$ 5 mil, por divulgação de informações consideradas falsas.

Seis dias antes da eleição, porém, Salles desistiu da candidatura e anunciou apoio a André do Prado e Guilherme Derrite. O ex-ministro justificou a decisão pela necessidade de união do campo conservador diante da disputa nacional.

A eleição de André do Prado ao Senado encerra uma trajetória construída ao longo de anos na política paulista e coloca o Alto Tietê em uma posição inédita no Congresso Nacional.

Ao conquistar uma das duas vagas de São Paulo, Prado passa a ter a missão de representar os interesses do Estado no Senado, mas também leva para Brasília a expectativa de prefeitos, lideranças e eleitores da região que acompanharam sua trajetória política.

Para o Alto Tietê, o destaque é ainda mais significativo: André do Prado chega ao Senado como o primeiro parlamentar eleito para a Casa com forte origem e base política na região, transformando a vitória em um marco para a história política regional.

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