Início Segurança Vereadora de Mogi das Cruzes, Malu Fernandez denúncia descumprimento de medida protetiva do empresário Júnior Moreno (ex-namorado)

Vereadora de Mogi das Cruzes, Malu Fernandez denúncia descumprimento de medida protetiva do empresário Júnior Moreno (ex-namorado)

por Redação Gazeta Popular

Mario Luiz Moreno Junior é acusado de vazar para a Imprensa, e de maneira distorcida, informações referentes a processo que corre sob sigilo; Defesa da parlamentar do PL acionou a Justiça nessa sexta-feira (17/7), requerendo reforço nas cautelares, sob pena de prisão

A vereadora Maria Luiza Fernandes, a Malu Fernandes (PL), de Mogi das Cruzes-SP, acionou a Justiça nessa sexta-feira (17/7) contra o ex-namorado Mario Luiz Moreno Junior, o Junior Moreno, por descumprimento de medida protetiva expedida há dois meses. O empresário é acusado de ter vazado para a Imprensa, e de maneira deturpada, informações de processo que corre sob sigilo. A Defesa da parlamentar requer urgência no reforço das cautelares, sob pena de multa e de prisão do agressor.

Malu, de 26 anos, e Junior Moreno, 46, tiveram um relacionamento de aproximadamente um ano. Após um sem-número de situações constrangedoras, pressão e violência psicológica pelas quais foi submetida, a vereadora decidiu colocar um ponto final no namoro. Segundo a liberal, meses após o término, Junior Moreno começou a fazer investidas visando um possível retorno. Não sendo correspondido, passou a persegui-la e a fazer ameaças de caráter pessoal e que também atingiram seu trabalho na Câmara de Mogi das Cruzes, onde cumpre segundo mandato.

Expressões como “vou acabar com a vida da Malu”, “vou acabar com o mandato dela” ou “vou acabar com ela e com quem estiver ao lado dela” fizeram com que a parlamentar constituísse advogada e ingressasse com notícia-crime de ameaça, de violência política de gênero e de violência doméstica contra Junior Moreno.

Em 29/4/2025, o empresário ainda teria coagido um assessor do Gabinete de Malu e, em 19/9/2025, proferido ameaças de morte a ela em local público. Tais ocorrências, junto à indiscutível campanha difamatória com falsas acusações contra a vereadora, também a motivaram a procurar por ajuda.

Em maio de 2026, uma medida protetiva foi, então, expedida pela juíza Larissa Boni Valieris, da 3ª Vara Criminal do Foro de Mogi das Cruzes, contra Junior Moreno:

“Tais declarações (de Junior Moreno), em tese, configuram ameaça concreta e idônea, não podendo ser relativizadas como meros excessos de linguagem ou manifestações inerentes ao debate político. Ao contrário: evidenciam potencial risco à integridade física e psicológica da ofendida (Malu Fernandes), sobretudo quando analisadas em conjunto com o histórico narrado de perseguição, de intimidação e de tentativa de
interferência em sua atuação pessoal e profissional”, reforçou a magistrada, em parte do despacho.

Prevista no artigo 22, inciso 3, “a”, “b” e “c” da lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), a medida determina que Junior Moreno se abstenha de manter contato, por qualquer meio, e de frequentar os mesmos lugares que Malu, tais como sua residência, na rua ou o local de trabalho. O empresário também está proibido de se aproximar da vereadora, fixando-se a distância mínima de 200 metros entre os dois, sob pena de
desobediência e de prisão.

Em paralelo, o Ministério Público (MP) e a juíza requereram a instauração de inquérito policial sobre o caso.

Logo após ser informado sobre a medida protetiva, Junior Moreno foi até a Polícia alterar um Boletim de Ocorrência (B.O) que registrou em setembro de 2025, reportando uma eventual invasão a sua casa. No ajuste – quase um ano depois -, sinaliza que a ex-namorada teria violado sua residência e quebrado pertences pessoais.

Tal informação, que, segundo Malu, é mentirosa, foi compartilhada com a Imprensa na noite dessa quinta-feira (16/7), durante o lançamento da pré-candidatura da liberal à deputada estadual – ou seja, num momento em que ela estava impedida de rebater qualquer insinuação.

A Defesa da parlamentar acusa Junior Moreno pelo “vazamento seletivo e distorcido” de conteúdo de processo que corre em segredo de justiça e sinaliza que tal postura vai de encontro com o que prevê a medida cautelar expedida em maio deste ano contra ele:

“O acusado lançou mão de imagens de um sistema de monitoramento por câmeras que mostram Malu Fernandes caminhando pelo condomínio onde ele mora. De fato, ela assume que esteve no local, mas, em nenhum momento, mexeu em nada naquela casa. Não se sabe quem quebrou os itens. As imagens foram repassadas de maneira distorcida para a Imprensa, com afirmações sabidamente falsas e com caráter depreciativo sobre Malu (Fernandes). Isto constitui difamação tipificada nos artigos 139 do Código Penal”, reforça a Defesa da vereadora.

Face a isso, a Justiça foi acionada contra o empresário, mais uma vez, nessa sexta-feira. Malu requer com urgência que a medida protetiva contra o ex-companheiro seja ampliada e reforçada, sob o risco de multa e de prisão do agressor:

“Estamos solicitando extensão das cautelares vigentes, para a expressa proibição de o representado (Junior Moreno) veicular, divulgar, compartilhar ou fornecer a qualquer veículo de Comunicação ou plataforma digital informações sobre a Malu (Fernandes). Pedimos, ainda, o deferimento de prisão preventiva para caso de reincidência”, lista a advogada Maíra Recchia na peça encaminhada à 3ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes.

Para Malu, ter sido vítima de difamação por parte do ex-companheiro, mesmo tendo medida protetiva, foi uma outra forma de ser submetida à violência política de gênero, à ameaça, à perseguição e à violência psicológica:

“_Até então, eu não havia falado em público sobre a medida protetiva que consegui contra o meu agressor (Junior Moreno). A mentirada que ele jogou na Imprensa antes de ontem (16/7) me forçou a me expor; a expor algo de esfera doméstica, de vida privada. Espero que a Justiça, mais uma vez, tome as providências cabíveis contra este senhor”._

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