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Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ é uma realidade em Arujá

por Douglas Spada

O Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas LBTQIA+ já é uma realidade no município de Arujá. O projeto, aprovado pelo Legislativo, foi sancionado pelo prefeito e agora se tornou a Lei Municipal 3869/26, publicada na edição de 28/9 do Diário Oficial.

A criação do Conselho estabelece um espaço institucional permanente para a participação da sociedade civil e do Poder Público na discussão, acompanhamento e fiscalização de políticas públicas relacionadas à população LGBTQIA+.

De acordo com a proposta, o órgão será vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social e terá caráter consultivo, deliberativo, permanente e paritário.

A votação na Câmara contou com a presença de membros da comunidade LGBTQIA+ de Arujá no Plenário da Casa, em apoio à iniciativa.

Entre os objetivos do Conselho estão propor, deliberar, contribuir, acompanhar e fiscalizar políticas públicas voltadas aos direitos desta população, além de atuar no enfrentamento da discriminação por orientação sexual, identidade ou expressão de gênero.

Sociedade civil

O Conselho será formado por 10 membros titulares e respectivos suplentes, sendo cinco representantes do Poder Público Municipal e cinco da sociedade civil, garantindo a paridade na composição.

Entre os representantes do Poder Público estarão integrantes das secretarias municipais de Assistência Social, Educação, Saúde, Cultura e Segurança Pública.

Já a sociedade civil terá três representantes da população LGBTQIA+, além de representantes de organizações, associações, coletivos ou movimentos sociais ligados à promoção e defesa dos direitos desse público e de entidades que atuem na promoção dos direitos humanos e no enfrentamento à discriminação.

Políticas públicas

Entre as competências previstas estão acompanhar a implementação de políticas públicas de interesse desta população, propor ações e projetos voltados à integração cultural, econômica, educacional, social e política, colaborar na elaboração de programas e serviços governamentais e sugerir aos Poderes Executivo e Legislativo medidas destinadas a assegurar ou ampliar direitos.

O Conselho também poderá opinar sobre questões relacionadas a essa população durante a elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA) do município.

A íntegra da Lei está disponível aqui.

 

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